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Livro··5 min

Depois que o espelho quebrou

Sobre o livro, o que ele contém, e por que o título não é sobre destruir nada — é sobre liberar o que nunca foi seu reflexo.

Quando eu comecei a escrever esse livro, o título era outro. Mais delicado. Menos honesto. Aí, num dia qualquer, escrevendo, apareceu a frase: às vezes os estilhaços contam mais histórias do que um espelho inteiro jamais contou. Aí o título veio sozinho.

O espelho que precisa quebrar

Desde criança a gente aprende que espelhos inteiros dão sorte. Que quebrar é azar — sete anos. Que tudo precisa parecer em ordem, mesmo quando dentro está em pedaços.

Mas a vida quase nunca acontece na ordem. E sustentar o reflexo perfeito custa caro: custa você inteira. Por dentro, vai se rachando. Por fora, vai sustentando. Até um dia que não dá mais.

Não é destruir. É liberar o que nunca foi seu reflexo.

O que tem dentro do livro

Capítulos curtos. Linguagem direta, sem distância clínica. Cada parte é uma fase: o reconhecimento (que algo está errado), o luto (do que você era), a descoberta (de quem você é por baixo do verniz), e a presença (a versão sua que sempre soube que existia).

Não é um livro de autoajuda — é um livro de re-conhecimento. Você não vai sair dele melhor. Vai sair dele mais sua.

Por que ele importa agora

Estamos num momento histórico em que pessoas estão se cansando do performance. Cansadas de parecer bem. Cansadas de produtividade espiritual. O livro foi escrito pra essa exata pessoa — que já não quer respirar fundo, quer respirar de verdade.

Se você quer descobrir em qual fase você está agora, fiz uma jornada poética em três atos aqui mesmo. Sete minutos. Termina com um espelho que você quebra.

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